Fim ou "/0"
Dizem que o fim serve para dar sentido as coisas.
Será que este dá sentido a alguma coisa?
. . . até á proxima!
Palavras daquilo que fui, sou e serei, que fecho num livro para não voarem com o vento.
Dizem que o fim serve para dar sentido as coisas.
Podia pesquisar muitas bibliografias para utilizar o maximo de rigor possivel, até elaborar uma tese, mas não sinto que seja necesario.
Só me apetece dizer FODA-SE. O que aconselham nestes casos?
Quando te magoares deves lavar bem com água fria, desinfectar e pôr um pouco de betadine. Deve andar ao ar para secar mais rápido. Podem depois aplicar uma pomada cicatrizante para reduzir as marcas ao mínimo.
Não devem NUNCA abafar a ferida pois pode infectar.
. . . tenho aconselhado!
Alguém sabe qual a origem da palavra "xau" ou "tchau" que tanta gente utiliza por aí?
Sentado, numa cadeira de madeira
"Mais um dia que acaba
Pensei em mil e uma coisas para aqui escrever sobre o Natal e o Ano Novo. Espírito natalício, consumismo, alegria, reflexões sobre o ano que passou…
Mas agora não me apetece escrever sobre nada disso. Será por algum motivo em especial?
. . . tenho pensado!

Quinta feira, 7:14 da manhã. As calças de ganga preta já velhas, gola alta e mais roupa. As botas rústicas de trabalho. Um aconchego para o estômago numa malga de leite migado. A janela mostra-me os lameiros brancos geados. Sono, luvas e casaco. Cá fora o frio da aldeia que faz rijos uns quantos corpos já de idade. As chaminés anunciam que a povoação já acordou para mais um dia normal, de diferente apenas o dia santo, feriado. Depois de tudo arrumado não por mim, partimos para o destino. Montes e vales, terra mais ou menos agreste, uma de ninguém outra simplesmente lavrada. Vinhas, barrocos, olivais. Estradas estreitas alcatroadas que ligam os povoados das velhinhas casas de pedra isoladas à cidade mais próxima.
Parámos. Carregar o farnel, e as ferramentas de trabalho. Rodeiras onde tractores passam. Chegámos. Começa uma azáfama a que já se está habituado. Esticam-se mantas furadas sem necessidades de cálculos, ajeitam-se com pequenos truques que não se aprendem, apenas se sabem. Varas que batem em corpos sossegados, apenas perturbados pelas chamas que ainda lhe não chegaram. Tocam-lhe de uma maneira especial, deitando abaixo todo o sentimento, deixando-os vazios e inúteis. Tempo que passa. Olho em redor e não o vejo, onde estará? Vinha todos os anos desde que eu me lembro, aliás, já o ano passado não o vi por cá… tenho saudades. Saudades de já não o poder ver, não o poder ouvir, não o poder sentir. Tenho saudades de não o encontrar em todos estes trabalhos. No fundo da encosta vê-se cá para cima. Ato palavras para não caírem desajeitadas. Faz-se a fogueira, prepara-se a bucha, descansa-se um bocado. De volta ao trabalho, mais saudades de quem sei que está longe. Troca de mensagens. Tempo que passa. Chega finalmente o regato. Quer dizer que terminou, arrumar tudo. Voltamos para casa.
Tempo passado. Corpo dorido, algumas negras, calcanhares esfolados que calam bocas fáceis.
frio entranhado num corpo só
que não és de ninguém
morto por um bafo quente de alguém
que passa numa rua escura
são sentimentos simplesmente complicados
que não vêm no dicionário
escritos numa folha de papel
com um lápis que não apaga
jaz no cesto dos papeis
amarrotado
Paulo Tiago
4/12/2005
Papeis, livrinhos, envelopes, flyers, apontamentos das aulas, bilhetes de autocarro, cd's, garrafas de agua vazias, dvd's, pano de limpar o pó... Tudo ao molho, tudo misturado. Mal me encontro neste quarto. Estive a tentar arrumar as coisas, tarefa nada fácil, mas isto ficou razoável. Pelo menos de maneira que consiga pensar em estudar e não só em trabalhar ou dormir.
Num dos meus constantes exercícios de pensamento perguntei-me a mim mesmo como interpretam as pessoas as atitudes de outrem... Um olhar, um gesto, uma simples expressão são motivos para eu imaginar o que a pessoa estará a pensar, se está a tentar transmitir-nos alguma mensagem, se está a tentar chamar a atenção de alguém ou se simplesmente está a viver despreocupadamente.
Como exemplo tenho a viagem de autocarro na sexta-feira para casa.
Depois de por o saco na bagageira, comprei o bilhete e entrei no autocarro. Havia já bastante gente e por isso tive que me sentar ao lado alguém, coisa que evito quando posso (como a maioria das pessoas) para ter mais espaço e à-vontade. Sentei-me ao lado de uma rapariga, uma pessoa como qualquer outra ali dentro.
Passado algum tempo de o autocarro arrancar sinto que a perna dela vai encostada á minha, ou a minha á dela. Tento não pensar durante 10 segundos, apenas ver o que acontece. Não aconteceu nada, as pernas continuaram juntas. Se já alguma vez acontecera nunca tinha dado conta, mas penso que a maioria das pessoas se remetem ao seu minúsculo espaço no banco, evitando tocar na pessoa do lado, até porque nem sequer se conhece (ou pelo menos é a ideia que eu tenho). Nas curvas as pernas balanceiam mas parece-me que sempre a tocarem-se. Eu mexo-me, ela desencosta a perna, mas de imediato a volta a colocar suavemente na posição em que estava. Não estão mais para o meu lado nem mais para o lado dela, vão exactamente no meio, mas parece-me que o corpo dela tem uma certa inclinação de maneira que as pernas dela venham para mais perto de mim. Isto durante praticamente todo o caminho até Viseu, onde tínhamos que trocar de autocarro. Quando ia já a sair olhei para trás e senti que ela me olhou, ainda do lugar onde estava, de uma maneira especial, fosse qual fosse essa maneira. Enquanto esperávamos pelo autocarro que fazia a ligação procurei-a com o olhar e encontrei-a a olhar-me.
Não terão sido as minhas interpretações mais que mera imaginação perante uma situação casual na qual a rapariga nunca pensou, quando fazia a viagem a olhar pela janela? Ou será que a perna dela estava encostada á minha intencionalmente? Será que ela estava a olhar para mim, ou estava apenas a olhar para o mundo onde por acaso eu estava naquele momento?
Foi a interpretação que fiz do momento, todos os gestos, atitudes e olhares poderiam ter sido interpretados de outras maneiras…
Lá fora o vento abana as árvores,
Já há algum tempo que não tenho net em casa... por isso não tenho postado com tanta regularidade qunto gostaria. Também, não a falta de tempo, mas a ocupação deste por actividades que me cansam um pouco faz com que não me esforce por postar. Vou tentar postar mais frequentemente.
Outro dia fui repreendido por dizer fodasse e isso deu origem a uma conversa sobre o tema.
Estou farto de ler blogs. não tenho lido nada ultimamente mas fartei-me. Mal posso olhar para eles. Há dias que nem posso ouvir falar de algo relacionado com eles. Dos blogs e de quase tudo o que me rodeia. Quase?
Talvez pelo convite para tirar fotos para o nucleo de jornalismo ou apenas porque já estava a sentir falta de um olhar diferente para o mundo, decidi voltar a dedicar mais tempo à fotografia, coisa que já não fazia há algum tempo...
Voltei no final da semana passada. Não sei ao certo o dia nem as horas, mas ao abrir os olhos estava de novo aqui. Ao meu redor as pessoas do costume, atarefadas no seu dia-a-dia, acho que nem deram pela minha chegada. Pensei um pouco e percebi que se calhar não repararam que eu cheguei porque estou diferente, por isso não me reconheceram...