Segunda-feira, Março 06, 2006

Fim ou "/0"

Dizem que o fim serve para dar sentido as coisas.
Será que este dá sentido a alguma coisa?



. . . até á proxima!

Quinta-feira, Março 02, 2006

As videiras também choram

Podia pesquisar muitas bibliografias para utilizar o maximo de rigor possivel, até elaborar uma tese, mas não sinto que seja necesario.
Frio, montes e vales. Um liquido a que toda a gente chama de ranho que escorre do nariz sem parar. Um kispo verde comprado na feira. Umas botas de trabalho. Coisas que apenas a prática sabe explicar.


. . . tenho pensado!

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

...

Só me apetece dizer FODA-SE. O que aconselham nestes casos?

Será que dormir faz bem? vou experimentar...

____
People say nothing is impossible, but I do nothing everyday

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Feridas

Quando te magoares deves lavar bem com água fria, desinfectar e pôr um pouco de betadine. Deve andar ao ar para secar mais rápido. Podem depois aplicar uma pomada cicatrizante para reduzir as marcas ao mínimo.

Não devem NUNCA abafar a ferida pois pode infectar.


. . . tenho aconselhado!

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

À noite todos os cús são parecidos...

Alguém sabe qual a origem da palavra "xau" ou "tchau" que tanta gente utiliza por aí?

[EDIT] Sou preconceitoso sim... deixem-me continuar a ser. Só com ideias proprias se pode ter uma personalidade própria



. . . tenho pensado!

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

A vida

No primeiro dia, Deus criou a vaca. Deus disse-lhe:
"Tens que ir para o campo com o agricultor durante todo o dia e sofrer debaixo do sol, e dar leite para sustentar o agricultor. Eu dar-te-ei uma vida de 60 anos."
A vaca disse:
"É uma vida dura que tu queres que eu viva durante 60 anos. Dá-me somente 20 e eu devolvo-te os outros 40".
E Deus concordou.

No segundo dia, Deus criou o cão. E disse:
"Senta-te todo o dia perto da porta da tua casa e ladra para qualquer pessoa que entre ou que passe por perto. Eu dar-te-ei 20 anos de vida."
O cão disse:
"Isso é muito tempo para estar a ladrar. Dá-me somente 10 e eu devolvo-te os outros 10".
Deus concordou.

No terceiro dia, Deus criou o macaco. E disse:
"Distrai as pessoas, faz truques de macaco e fá-los rir muito. Eu dar-te-ei 20 anos de vida".
O macaco disse:
"Que cansativo, truques de macaco durante 20 anos!? Acho que não. O cão devolveu-te 10 anos e é o que eu vou fazer também, ok?"
Deus concordou.

No quarto dia, Deus criou o Homem. Deus disse:
"Come, dorme, brinca, faz sexo, diverte-te. Não faças nada, simplesmente diverte-te. Eu dar-te-ei 20 anos de vida".
O Homem disse:
"O quê!? Só 20 anos? Nem pensar! Vamos fazer o seguinte: eu fico com os 40 anos que a vaca devolveu, com os 10 do cão e os 10 do macaco. Isso faz 80. Pode ser?".
"Ok", disse Deus. "Negócio fechado."

É por isso que durante os primeiros 20 anos comemos, dormimos, brincamos, praticamos sexo, divertimo-nos e não fazemos nada. Os 40 anos seguintes, sofremos ao sol para sustentar a nossa família, os 10 seguintes fazemos figura de macaco para entreter os nossos netos, e os últimos 10 anos sentamo-nos na varanda e ladramos a toda a gente.

Está explicada a vida!

. . . tenho lido!

Terça-feira, Janeiro 10, 2006

Divagações

Sentado, numa cadeira de madeira
De pernas para o ar
Num sítio vazio
Onde tudo o que existe é ilusão

Frio escuro, medo nervoso
Nevoeiro invisivel.
O sangue sobe-me á cabeça
Fico lucido

Uma caverna com um candeeiro de pé
Um tapete à entrada
Em volta nada
Lá dentro não sei

Imagens, sons e sensações
De um pesadelo húmido
Que tive numa noite chuvosa


Paulo Tiago
10/1/2006

. . . tenho pensado!

Sábado, Janeiro 07, 2006

Lua

"Mais um dia que acaba
e a cidade parece dormir,
da janela vejo a luz que bate no chão
e penso em te possuir.
Noite após noite, há já muito tempo,
saio sem saber para onde vou,
chamo por ti, na sombra das ruas,
mas só a lua sabe quem eu sou.

Lua, lua,
eu quero ver o teu brilhar,
lua, lua, lua,
Eu quero ver o teu sorrir.

Leva-me contigo,
mostra-me onde estás,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para trás...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.

Homens de chapéu e cigarros compridos
vagueiam pelas ruas com olhares cheios de nada,
mulheres meio despidas encostadas à parede
fazem-me sinais que finjo não entender.
Loucas são as noites, que passo sem dormir,
loucas são as noites.
Os bares estão fechados já não há onde beber,
este silêncio escuro não me deixa adormecer.
Loucas são as noites.

Leva-me contigo,
mostra-me onde estás,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para trás...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.

Não há saudade sem regresso, não há noites sem madrugada,
Ouço ao longe as guitarras, nas quais vou partir,
na névoa construo a minha estrada.

Loucas são as noites, que passo sem dormir,
loucas são as noites.
Loucas são as noites, que passo sem dormir,
loucas são as noites..."

("Lua", Pedro Abrunhosa)

. . . tenho ouvido!

Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

Apetites 2006

Pensei em mil e uma coisas para aqui escrever sobre o Natal e o Ano Novo. Espírito natalício, consumismo, alegria, reflexões sobre o ano que passou…

Mas agora não me apetece escrever sobre nada disso. Será por algum motivo em especial?


. . . tenho pensado!

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Gemeos


Encontrei isto numa agenda algures...

Quando lêmos um texto tendemos a pontua-lo á nossa maneira, tal como tendemos a reter a informação que mais nos interessa. Nestes casos muitas vezes como que continuamos a acreditar na bruxa quando ela diz 100 coisas e acerta numa. Dizemos então: "realmente é verdade, percebe mesmo disto..."

Desculpem lá a qualidade das fotos, mas tinha mesmo vontade de postar isto.

. . . tenho pensado!

Sábado, Dezembro 10, 2005

Saudades

Quinta feira, 7:14 da manhã. As calças de ganga preta já velhas, gola alta e mais roupa. As botas rústicas de trabalho. Um aconchego para o estômago numa malga de leite migado. A janela mostra-me os lameiros brancos geados. Sono, luvas e casaco. Cá fora o frio da aldeia que faz rijos uns quantos corpos já de idade. As chaminés anunciam que a povoação já acordou para mais um dia normal, de diferente apenas o dia santo, feriado. Depois de tudo arrumado não por mim, partimos para o destino. Montes e vales, terra mais ou menos agreste, uma de ninguém outra simplesmente lavrada. Vinhas, barrocos, olivais. Estradas estreitas alcatroadas que ligam os povoados das velhinhas casas de pedra isoladas à cidade mais próxima.

Parámos. Carregar o farnel, e as ferramentas de trabalho. Rodeiras onde tractores passam. Chegámos. Começa uma azáfama a que já se está habituado. Esticam-se mantas furadas sem necessidades de cálculos, ajeitam-se com pequenos truques que não se aprendem, apenas se sabem. Varas que batem em corpos sossegados, apenas perturbados pelas chamas que ainda lhe não chegaram. Tocam-lhe de uma maneira especial, deitando abaixo todo o sentimento, deixando-os vazios e inúteis. Tempo que passa. Olho em redor e não o vejo, onde estará? Vinha todos os anos desde que eu me lembro, aliás, já o ano passado não o vi por cá… tenho saudades. Saudades de já não o poder ver, não o poder ouvir, não o poder sentir. Tenho saudades de não o encontrar em todos estes trabalhos. No fundo da encosta vê-se cá para cima. Ato palavras para não caírem desajeitadas. Faz-se a fogueira, prepara-se a bucha, descansa-se um bocado. De volta ao trabalho, mais saudades de quem sei que está longe. Troca de mensagens. Tempo que passa. Chega finalmente o regato. Quer dizer que terminou, arrumar tudo. Voltamos para casa.

Tempo passado. Corpo dorido, algumas negras, calcanhares esfolados que calam bocas fáceis.


. . . tenho pensado!

Domingo, Dezembro 04, 2005

Inverno

frio entranhado num corpo só
que não és de ninguém
morto por um bafo quente de alguém
que passa numa rua escura

são sentimentos simplesmente complicados
que não vêm no dicionário
escritos numa folha de papel
com um lápis que não apaga

jaz no cesto dos papeis
amarrotado


Paulo Tiago
4/12/2005

. . . tenho pensado!

Sexta-feira, Novembro 18, 2005

Arrumação

Papeis, livrinhos, envelopes, flyers, apontamentos das aulas, bilhetes de autocarro, cd's, garrafas de agua vazias, dvd's, pano de limpar o pó... Tudo ao molho, tudo misturado. Mal me encontro neste quarto. Estive a tentar arrumar as coisas, tarefa nada fácil, mas isto ficou razoável. Pelo menos de maneira que consiga pensar em estudar e não só em trabalhar ou dormir.
Porque será que para mim qualquer coisa serve como recordação de um dia, uma vez, um momento? No final acaba tudo por ir parar ao lixo, porque afinal esse tudo não passa de lixo.

Entre os papéis, encontrei numa folha com o horário do 2º semestre do ano passado uma frase de um professor meu:

"A linguagem é mais rápida que o pensamento, mas o pensamento é mais rápido que a escrita, por isso o que escrevemos foi pensado pelo menos duas vezes"

. . . tenho pensado!

Segunda-feira, Novembro 14, 2005

Interpretações

Num dos meus constantes exercícios de pensamento perguntei-me a mim mesmo como interpretam as pessoas as atitudes de outrem... Um olhar, um gesto, uma simples expressão são motivos para eu imaginar o que a pessoa estará a pensar, se está a tentar transmitir-nos alguma mensagem, se está a tentar chamar a atenção de alguém ou se simplesmente está a viver despreocupadamente.

Como exemplo tenho a viagem de autocarro na sexta-feira para casa.

Depois de por o saco na bagageira, comprei o bilhete e entrei no autocarro. Havia já bastante gente e por isso tive que me sentar ao lado alguém, coisa que evito quando posso (como a maioria das pessoas) para ter mais espaço e à-vontade. Sentei-me ao lado de uma rapariga, uma pessoa como qualquer outra ali dentro.

Passado algum tempo de o autocarro arrancar sinto que a perna dela vai encostada á minha, ou a minha á dela. Tento não pensar durante 10 segundos, apenas ver o que acontece. Não aconteceu nada, as pernas continuaram juntas. Se já alguma vez acontecera nunca tinha dado conta, mas penso que a maioria das pessoas se remetem ao seu minúsculo espaço no banco, evitando tocar na pessoa do lado, até porque nem sequer se conhece (ou pelo menos é a ideia que eu tenho). Nas curvas as pernas balanceiam mas parece-me que sempre a tocarem-se. Eu mexo-me, ela desencosta a perna, mas de imediato a volta a colocar suavemente na posição em que estava. Não estão mais para o meu lado nem mais para o lado dela, vão exactamente no meio, mas parece-me que o corpo dela tem uma certa inclinação de maneira que as pernas dela venham para mais perto de mim. Isto durante praticamente todo o caminho até Viseu, onde tínhamos que trocar de autocarro. Quando ia já a sair olhei para trás e senti que ela me olhou, ainda do lugar onde estava, de uma maneira especial, fosse qual fosse essa maneira. Enquanto esperávamos pelo autocarro que fazia a ligação procurei-a com o olhar e encontrei-a a olhar-me.


Não terão sido as minhas interpretações mais que mera imaginação perante uma situação casual na qual a rapariga nunca pensou, quando fazia a viagem a olhar pela janela? Ou será que a perna dela estava encostada á minha intencionalmente? Será que ela estava a olhar para mim, ou estava apenas a olhar para o mundo onde por acaso eu estava naquele momento?

Foi a interpretação que fiz do momento, todos os gestos, atitudes e olhares poderiam ter sido interpretados de outras maneiras…


... tenho pensado!

Quarta-feira, Novembro 09, 2005

O mundo

Hoje para além de me deixar dormir, não ter ido as aulas e ter tanta coisa para fazer, que nem sei por onde começar, ainda não saí à rua. Sinto-me ignorante porque não sei como se vive lá fora hoje, porque não sei como está o tempo porque afinal mal olhei pela janela.
Tomei banho, pus gel e desodorizante, comi qualquer coisa, estou pronto para ir para o mundo. Apetece-me sair lá fora mas não tenho vontade de o fazer, porque afinal já não tenho nada para fazer lá fora hoje, e porque também sei que lá fora vou encontrar coisas que não tenho para fazer e pessoas que não tenho para ver. Tenho que ir as compras, mas talvez só logo á tarde...
Porque afinal aqui dentro o mundo é igual ao lá de fora.

. . . tenho pensado !

Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Pedaços de mim

Lá fora o vento abana as árvores,
No meu quarto o vazio silêncio dorme
Interrompido apenas por murmúrios vagos
Daqueles que já não esboçam qualquer tentativa para sonhar.

O vento leva para longe os cheiros
De uma cidade escura e húmida à noite.
A chuva que se aproxima traz consigo
Sabores a terra, pó e lama.

As folhas velhas, caídas no chão
São pedaços de alguém,
De mim,
Que outros não souberam perceber
Perdidos!

Paulo Tiago
26/10/2005

. . . tenho pensado !

Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Cerveja, gajas e charros

Mamados, mamanços e até já tenho ouvido histórias de felações. À excepção de todo o ano, as épocas de festividades académicas são por excelência propícias a tão grandiosos estados de graça. Um copo, um cigarro, dois copos, três copos, um charro, quatro copos, dois cigarros, cinco copos, três cigarros, seis copos, … vários copos, vários charros… muitos copos, muitos cigarros… quantos copos, quantos cigarros, quantos charros? Uma independência de algo que ninguém sabe que existe permite o desenvolvimento económico e um aumento de episódios paranormais. Centenas de copos vazios pelo chão bebido do estragado sem lugar nos corpos deambulantes, dezenas de filtros pisados ou orelhas de maços de tabaco usadas. Uma juventude que se diz libertina, noctívaga mas acima de tudo responsável e independente; ou será que não se sente nada disso? Talvez não… Pedaços de algo que não pertencem a lado nenhum porque mais não foram que uma interferência de dois mundos paralelos, por isso há dois olhos, dois ouvidos, duas mãos e apenas uma língua. Os olhos para fechar enquanto se agarra com uma mão a gaja que se come, e na outra uma mortalha; entretanto o som que entrava num ouvido já saiu pelo outro. Noites que nunca fizeram parte da vida de alguém porque afinal foram apenas delírios de embriagados emocionais. São retratos que se ostentam ao peito com orgulho.
Vive-se para o degredo mais que consentido, desejado, carimbo branco de uma “normalidade” actual e futurista. Onde, por exemplo, se fuma tabaco apenas com intuito da camuflagem na multidão sem fazer ideia do que é o suicídio por negligência.

“…e a verdade passa a estar no fundo de um copo cheio do que se quer ser, e a beata no chão que faz os olhos arder é a nova moda nas crianças que ainda estão a aprender como têm que estar, e andar, e beber, e dançar, e comer, e falar, e ouvir, e sentar, e sorrir para saber existir…”

Beber para ficar bêbedo, mesmo que para isso se ingira do mais barato sem um gosto próprio; interessa introduzir o máximo de álcool no corpo gastando o mínimo de dinheiro. Fumar para ficar alucinado. Picar. Incapacidade implícita e explicita para a diversão sem recorrer apenas àquilo que é a originalidade da mente. Uma falta de coragem para assumir vontades de desejos que se libertam e descambam aquando do “alucinamento” traduzindo-se na banalização de gestos e palavras que dão origem a citações do tipo: “comi uma gaja toda grossa que ainda hei-de conhecer…”. Resulta por vezes da junção de algumas destas experiências uma amnésia temporária, conveniente por sinal, até que pouco a pouco por relatos anónimos ou nem por isso se percebe que o espécime feminino ou era uma obra de arte abstracta ou era uma falsificação barata habituada a andar de mão em mão, ressaltando então a habitual justificação:“eu estava bêbedo…”.
Certamente que Freud interpretaria todos estes comportamentos como meio físico de libertar as ideias recalcadas pelo inconsciente, deixando à-vontade para traduzir todos os impulsos em realidade. Porque é mais fácil a cisão no meio da multidão, onde é difícil encontrar quem quer que seja, onde todos são iguais.

“…fim de festa onde todos sabemos quem somos ou quem não se quer lembrar, ou quem precisa de estar, perdido noutro sonho, a mesma noite, o mesmo copo, o mesmo corpo a mesma sede que não sabe secar onde se encontra sem se procurar, onde se dança o que estiver a tocar, muito fumo, muito fogo, muito escuro, onde somos o que queremos, quase somos o que queremos, quase fomos o que queremos…”

A inexistência de um objectivo para a dita cuja, a vida, faz da juventude a geração rasca e cada vez mais rota. Ou talvez não… Muitas vezes os valores e os projectos vivem dentro dessa juventude, mas o comodismo é mais confortável e oportuno. Falta a iniciativa. Querer viver sem saber o quê, querer pensar sem saber porquê, acima de tudo uma enorme vontade de não querer… Mas para quê tanto esforço?
Se calhar devia ir curtir a vida e deixar de pensar assim, ser tão pessimista, deixar-me levar pela onda, bulir… Caso alguém tenha lido até aqui que me desculpe o tempo perdido mas percebi realmente que estava errado, talvez seja da hora adiantada… 6:57 da manhã, já terão copulado carnalmente mais uma gaja umas quantas vezes depois de chegar a casa, se é que se conseguiram vir tal o estado em que a cerveja e os charros vos deixaram.
Vejo-vos com sorrisos que não são vossos… Deixai de querer viver num mundo fantástico que não existe. Deixai de vos esconder nos becos em vez de enfrentar os caminhos sinuosos.

“Quem quer sai, quem quer sai
Lá fora a dor é maior
E ninguém quer sair
Lá fora a dor é maior
E ninguém quer cair
Só quem quer”

Levantai o traseiro do puff e enfrentai a realidade como tal. Deixai-vos de tretas.

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

Outras coisas

Já há algum tempo que não tenho net em casa... por isso não tenho postado com tanta regularidade qunto gostaria. Também, não a falta de tempo, mas a ocupação deste por actividades que me cansam um pouco faz com que não me esforce por postar. Vou tentar postar mais frequentemente.

Lembrei.me agora de uma coisa que perguntavamos outro ano às caloiras nas praxes...

(para o sexo feminino)
Se a frequência é o inverso do periodo, com que frequência te vem o periodo?

Sexta-feira, Setembro 30, 2005

Asneiras

Outro dia fui repreendido por dizer fodasse e isso deu origem a uma conversa sobre o tema.
Alguem referiu que as asneiras eram palavras que estavam ligadas com sexo e que a principal fonte de condenação das mesmas é a igreja e a repressão desta perante o sexo... (bla, bla, bla)

Nunca tinha pensado bem nisto mas percebi que era a realidade... Mas como eu deixei de ser religioso... afinal quando digo fodasse não estou a dizer nenhuma asneira, como o meu colega disse, "é uma interjeição".

...estamos sempre a aprender

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

coisas

A chuva que já não cai molha-me os sapatos que não trago calçados. As calças que não tenho vestidas estão routas de coisas e encharcadas de um liquido que não escorre. Passo por um mendigo e dou-lhe a camisola que nunca vi mas que o abriga do frio. Sou todo um conjunto de coisas que nem sei que o são para que eu as possa ser.

(palavras ocas que não sei porque as escrevo... senti apenas a necessidade de escrever alguma coisa e saiu isto)

Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Há sempre tempo... desde que haja vontade

"Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra,pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que sim. O professor pegou então uma caixa de fósforos e vazou-a para dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que sim. De seguida o professor pegou uma caixa de areia e vazou-a para dentro do frasco. A areia preencheu todos os espaços vazios e o prof. questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um sim em coro. O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se. Quando os risos terminaram, o professor comentou: - Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, como a família, os filhos, a saúde, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdessemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida: Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Preste atenção às coisas que realmente importam. Estabeleçam as vossas prioridades, e o resto é só areia. Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: - Então e o que representa o café? O prof. sorriu e disse: - Ainda bem que perguntas! Isso é só para vos mostrar que, por mais ocupada a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com um amigo. Quando as coisas da vida te parecerem demasiadas, lembra-te do frasco de maionese e café. --- Queres vir tomar café um dia destes? :) "
.
Um texto que encontrei algures dedicado a todos vós, se um dia quisereis ir tomar café comigo dizei qualquer coisa.

Domingo, Agosto 14, 2005

Ferias, estamos na altura delas, axo. Estive só a 1ª semana nos bombeiros, ansei esta semana a pintar grades e portoes de verde. Que vou fazer daqui para a frente?Hoje estava a ver tv, como de resto tenho feito ultimamente durante varias horas do dia, quando vi algo que me levou a pensar realmente.Apercebi-me o qual futil sou [somos muitos de nós] e que maior parte das pessoas não tem um sentido para a vida. Percebi até o que ja tinha percebido antes, que ou eu começo a fazer coisas ou dou em maluco. Simplesmente não sei como porque tenho dois lados muito diferentes que me fazem com que queira fazer tudo mas não consigo começar. Não sei se é da minha personalidade, ou doutra merda qualquer, mas sou newsadventuresdependent.

Tanta coisa que tinha para dizer... mas o meu cerebro está a dar as ultimas...

Alguem aí é futil? e precisa de fazer coisas novas?


(estou em Agosto [ha quem chame ferias] por isso não passo por aki muito... em setembro regresso mais regularmente)

Domingo, Julho 31, 2005

Férias de verão

Hoje já não estou a ver bem... cansado? talvez... mas inda nem comecei a trabalhar...
Estive a pensar e não sei o que leva uma pessoa a inscrever-se o mes de Agosto inteiro nos GPI's (Grupo de Primeira Intervenção) para apagar fogos que outros acendem, em vez de ir para a praia ou aproveitar as férias. Como dizia alguém ontem por voltas das 3 da manha "nós andamos aqui por dedicação". Será que é isso?

Segunda-feira, Julho 25, 2005

Queria...

Queria ser como tu, como vós, diferente de todos, igual a mim; sem contudo ser como sou. Queria ser poeta, escritor; talvez desportista, soldado ou biólogo. Queria saber falar, poder dizer, palavras soletradas, letras sozinhas. Queria... Queria fazer desenhos a carvão numa folha branca, ler um poema de um livro com folhas já amarelas do tempo. Queria... Queria poder beber água fresca e senti-la correr nas minhas veias como sinto o acido que me injectaram, ou apenas voar como um passaro. Queria apenas ser original. Não queria nada disto... Queria apenas poder querer algo que não posso querer. Queria não querer... mas querer muito é poder, axo...

Sábado, Julho 16, 2005

Sentimentos

Há pessoas que são esquecidas por pessoas que se lembram todos os dias...

Sexta-feira, Julho 15, 2005

...

Quinta-feira, Julho 14, 2005

farto

Estou farto de ler blogs. não tenho lido nada ultimamente mas fartei-me. Mal posso olhar para eles. Há dias que nem posso ouvir falar de algo relacionado com eles. Dos blogs e de quase tudo o que me rodeia. Quase?

Sexta-feira, Julho 08, 2005

Palavras de quem nada sabe

Afastado de uma realidade diária e quotidiana, passeio o meu corpo por sitios que já há muito conheço. Incapaz de combater a adrenalina entediante procuro todos os dias coisas novas, mas ou não encontro, ou se me deparo com algo não consigo aproveitar o impulso. Olho em volta, tudo é novo, mas eu já conhecia isto... Todas as pessoas que não conheço à minha volta, porquê? por que não as conheço? ou será que não as quero conhecer? Talvez não me queira conhecer a mim para não ter que conhecer o que me rodeia, é isso!! já percebi que ninguém vai perceber, muito menos eu o que se passa á nossa volta. Tantas palavras que não dizem nada a não ser coisas que levam a lado nenhum, tantas coisas feitas apesar de não ver nada que me agrade, tantos gestos que não levam a lado nenhum ninguém, tanta coisa e nada ao mesmo tempo.
Procuro pistas ou resticios delas que me levem onde tenho ouvido dizer que poucos vão e que eu admiro, por mais que não seja por terem tentado lá ir. Onde? pergntais vós. Também não sei. Sei apenas nenhum de nós pode achar que vive só porque faz o que quer e porque se sente feliz. Porque estar feliz não é viver, porque passear, comer, ir á praia é apenas sobreviver. Viver é aproveitar, sentir, trocar; ter a coragem de fazer coisas tristes mesmo que os outros achem que somos uns pobres coitados ou que mesmo não maldosamente nos chamem nomes só porque vivemos em vez de fazer apenas coisas para sermos felizes. Para comer as batatas não devemos limitar-nos a ir ao hipermercado comprar, há que semear, regar e arrancar.
Enquanto não se aprender a viver em vez de apenas sobreviver acho que não conseguirei sair á rua e olhar para o mundo de frente.

Domingo, Maio 15, 2005

Necessidade artistica

Talvez pelo convite para tirar fotos para o nucleo de jornalismo ou apenas porque já estava a sentir falta de um olhar diferente para o mundo, decidi voltar a dedicar mais tempo à fotografia, coisa que já não fazia há algum tempo...
Vou tentar adicionar uma foto por dia no olhares... não faço no blogue que criei porque dá bastante trabalho e tenho poucas opiniões, podendo assim ver opiniões que me ajudem a evoluir (apesar de não costumarem também ser muitas).

http://www.olhares.com/paulotiago

"Sonho um dia conseguir tirar fotos tal como imagino o que vejo"

Terça-feira, Abril 26, 2005

Regresso

Voltei no final da semana passada. Não sei ao certo o dia nem as horas, mas ao abrir os olhos estava de novo aqui. Ao meu redor as pessoas do costume, atarefadas no seu dia-a-dia, acho que nem deram pela minha chegada. Pensei um pouco e percebi que se calhar não repararam que eu cheguei porque estou diferente, por isso não me reconheceram...
Durante a viagem aprendi noções de "viver", e como prometi trouxe recordações para todos.